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Orientações para fazer uma boa redação na prova do Ita

O exame acontece nos dias 01,12 e 13 de dezembro

A proposta de redação do vestibular do ITA pode ser composta de textos verbais, não verbais (foto ou ilustração, do tipo charge ou tira) ou de ambos. Desde 2005, o tema para redação não é explicitado. Em 2018, com a reformulação da prova de Língua Portuguesa e de Redação do vestibular 2019, e aplicação em duas fases. É solicitado ao candidato que leia e articule os textos apresentados na proposta de redação apresentados na segunda fase.

A expectativa da banca avaliadora é de que, a partir desses textos, o candidato seja capaz de extrair o tema da redação. Vale ressaltar que o tema abordado na redação não necessariamente estará relacionado aos temas da prova da primeira fase de Língua Portuguesa. A redação deve ser um texto dissertativo/argumentativo, coerente, claro e escrito de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. Vale lembrar que um texto dissertativo não se caracteriza apenas pelo formato de 4 ou 5 parágrafos: um inicial, 2 ou 3 de desenvolvimento de idéias e um final.

É necessário que as ideias contidas nos parágrafos sejam articuladas entre si, que o texto apresente progressão temática e que o candidato defenda um ponto de vista sobre o tema. Assim, o principal requisito para uma boa redação é a leitura cuidadosa dos textos apresentados e o atendimento à proposta de redação. Os erros mais comuns dos candidatos são fuga do tema, tratamento parcial do tema e textos que, embora tratem de aspectos do tema, não são dissertativos/argumentativos, pois os parágrafos não são articulados entre si; cada um deles é apenas um comentário independente.

II - Avaliação da Redação

A avaliação da redação do vestibular do ITA obedece a quatro critérios, que, somados, totalizam 10,0 pontos, conforme explanação a seguir:

1) Tema – nota mínima zero e máxima 3,0 pontos Neste item, é avaliada a capacidade do candidato de ler os textos verbais e não verbais (as imagens) da proposta de redação e extrair daí o tema, atendendo ao que é pedido na prova.

O candidato deve ler com atenção as instruções para a escrita da redação. (Veja a seguir a seção Comentário de uma proposta de redação – Vestibular 2011). São considerados aspectos negativos na avaliação da redação textos que tratam apenas do tema da proposta da redação ou textos que trazem paráfrases ou cópia total ou parcial dos textos apresentados. 

2) Tipo de texto – nota mínima zero e máxima 3,0 pontos Neste item, é avaliada a capacidade do candidato de escrever um texto dissertativo/argumentativo e sustentar um ponto de vista sobre o tema, baseando-se em argumentos consistentes. É avaliada a capacidade do candidato de escolher e relacionar as informações sobre o tema e sua posição crítica diante dele.

São aspectos negativos na avaliação da redação a ausência de um ponto de vista, a circularidade de ideias, a falta de progressão temática, a quebra da linha argumentativa, como também conclusão que não apresenta conexão com o exposto no texto ou mesmo a falta de conclusão. 3) Coesão e coerência – nota mínima zero e máxima 2,0 pontos Em coesão e coerência, é avaliada a capacidade do candidato de articular os argumentos, construir um texto coerente e informativo e de usar com propriedade os mecanismos de coesão textual (conjunções, pronomes, tempos verbais, etc.). É avaliada a capacidade de organização do texto em frases e parágrafos. São aspectos negativos as contradições entre frases de um mesmo parágrafo ou entre parágrafos, o uso inadequado de palavras e expressões e parágrafos que, embora tratem do mesmo tema, não são articulados entre si.

4) Modalidade (conformidade com a norma padrão) – nota mínima zero e máxima 2,0 pontos Neste item, é avaliada a capacidade do candidato de expor com clareza e precisão suas ideias e de escrever segundo a norma padrão da Língua Portuguesa, seguindo as prescrições das gramáticas normativas referentes à ortografia, morfologia, sintaxe, pontuação etc. Procedimento para avaliação Cada redação é identificada apenas por um número e é avaliada por dois professores, independentemente, sem que saibam quem é o candidato. É a denominada “correção cega”.

Para cada redação, é atribuída uma nota, seguindo os quatro critérios apresentados anteriormente. Se entre as avaliações dos dois professores a discrepância for até 2,0 pontos da nota final da redação, ou se as discrepâncias para os critérios (1) e (2) for até 1,5 e para os critérios (3) e (4), até 1,0 ponto, é feita a média aritmética das notas dos dois professores, média que será a nota final da redação. Se, após as avaliações dos dois professores, houver discrepância acima de 2,0 pontos para a nota final da redação ou acima de 1,5 para os critérios (1) e (2) ou acima de 1,0 ponto para os critérios (3) e (4), a redação é avaliada por um terceiro professor e feita a média entre as notas finais mais próximas. Se, ainda assim, houver discrepância entre as notas, os professores que avaliaram a redação e o coordenador geral da banca examinadora avaliam novamente a redação.

As notas finais são registradas em um programa computacional que fará a classificação dos candidatos. O registro das notas é conferido independentemente por dois profissionais. Banca examinadora A avaliação das redações do Vestibular do ITA é feita presencialmente por professores de Língua Portuguesa, todos formados em Letras em reconhecidas universidades brasileiras e com vasta experiência no ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, especificamente no ensino de redação ou produção de textos, como comumente se denomina. Alguns desses professores são ainda pós-graduados em reconhecidas universidades brasileiras. Todos os professores da banca avaliadora recebem treinamento específico para o trabalho de avaliação das redações do Vestibular do ITA.

Os textos da prova que têm relação com a imagem – foto de um extenso congestionamento –, apresentada na proposta de redação, são: o primeiro texto, “Meio ambiente urbano: o barato de andar a pé”, de Amália Safatle e o segundo texto, de Fernando de Barros Silva, pois ambos tratam de “mobilidade urbana”, além da poesia concreta “Velocidade”, de Ronaldo Azeredo. Nessa proposta de redação, a expectativa da banca avaliadora era que o candidato fosse além da imagem do congestionamento, relacionando-a aos outros textos da prova que tratam de mobilidade urbana.

Para explorar o tema “mobilidade urbana”, o candidato poderia se valer de argumentos, tais como: o predomínio do transporte motorizado individual no Brasil; a falta de investimento governamental no transporte público nas grandes e médias cidades brasileiras; o preconceito de muitos brasileiros a formas de locomoção como se fossem próprias apenas dos mais pobres, como o uso de bicicletas, o uso de transporte público e o deslocamento a pé; a perda de tempo no trânsito, especialmente nas grandes cidades; os congestionamentos e a lentidão nas grandes cidades (inclusive em alguns trechos de importantes rodovias que atravessam grandes cidades) em oposição à tão desejada velocidade, rapidez; dentre outras possibilidades permitidas pelos textos-base. Assim, o tema não é “Congestionamentos” e os candidatos que abordaram exclusivamente os problemas de congestionamentos e seus efeitos não obtiveram a pontuação máxima no critério “Tema”.